Uma busca de duas décadas revela detalhes da antimatéria. Vinte anos atrás, pesquisadores físicos começaram a investigar uma assimetria dentro de um próton. O resultado, depois desse tempo, mostra que a antimatéria ajuda a estabilizar o núcleo do átomo.
Aprendemos na escola que o próton é um grupo de três
partículas elementares chamadas de quarks. Dois “up”quarks”, mais um “down”
quark. Suas cargas se combinam dando ao próton a carga positiva +1. Mas esse
quadro simplista encobre uma estranha e não resolvida estória.
De acordo com essa pesquisa, Prótons, a parte positiva
do centro de um átomo é parte antimatéria. O interior do próton gira flutuando
com 6 tipos de quarks, suas contrapartes de antimatéria, os anti-quarks e partículas
de “gluon”, que a une, modificando-as e multiplicando-as. É
um trio de quarks.
De acordo com Donald Geesaman, um físico nuclear do Laboratório Nacional do Argonne em Illinmois, EUA, o jeito como tudo funciona é quase como um milagre.
20 anos atrás, Geesaman e seu colega Paul Reimer,
embarcaram em um novo experimento para investigar. Chamado de SeaQuest ele
finalmente chegou ao fim e seus pesquisadores reportaram as suas conquistas no
jornal Nature. Eles mediram a antimatéria presente no próton e descobriram que
existe 1,4 down antiquarks para cada up antiquarks.
Teorias sobre o próton
Os dados da pesquisa favoreceram modelos teóricos do
mar de prótons. Uma chamada de modelo “pion cloud” que enfatiza a tendência do
próton de emitir e reabsorver partículas chamadas de pions pertencentes a um
grupo de partículas chamadas de mesons. O outro modelo, chamado de modelo
estatísticos trata o próton como a um container cheio de gás.
Futuros estudos ajudarão os pesquisadores a
escolher uma das duas teorias. Mas independentemente de que qualquer modelo esteja
certo, os dados coletados pelo SeaQuest serão muito úteis, especialmente para
os físicos que esmagam prótons juntos na velocidade da luz no Grande Colisor de
Hádrons da Europa.
Quando eles souberem exatamente o que está contido nos
objetos utilizados nas colisões, eles podem juntar as peças procurando por
evidências de novas partículas ou efeitos da colisão.
Segundo Juan Rojo da VU Universidade de Amsterdan que
ajuda na análise dos dados do LHC a mensuração feita no SeaQuest pode ter um
grande impacto no conhecimento que temos da física que está atualmente limitada
na estrutura do próton e no seu conteúdo de antimatéria.
Prótons e Neutrons
A cerca de 50 anos atrás cientistas achavam que haviam
descoberto tudo sobre os prótons. Em 1964, Murray Gell-man e George Aweig
propuseram o que seria chamado de Modelo Quark,
a ideia de que prótons, nêutrons e outras partículas relacionadas eram
conjuntos de três quarks, enquanto que píons e mésons são feitos de um quark e
um antiquark.
O esquema fazia sentido mas necessitava ser provado. Em
1970 pesquisadores da SLAC de Stanford utilizando
seus aceleradores de partículas confirmaram o modelo de quark, quando dispararam elétrons em prótons e viram os elétrons se chicoteando dentro do
objeto.
Mas houve dificuldades. Chuck Brown, membro do time d SeaQuest afirmou que quando
estavam medindo as propriedades dos três quarks eles descobriram que havia mais
por ali, as coisas eram diferentes do que pensavam.
A pesquisa indicava que as massas dos quarks eram um
pouco menores do que o peso total do próton. Os estudos indicavam que haviam
mais coisas dentro da partícula. Outros estudiosos
então apareceram para tentar desvendar a assimetria do próton.
Estudos posteriores trarão novas ideias sobre o átomo e
os dados da pesquisa SeaQuest serão indispensáveis para trazer à luz fatos
novos das pesquisas sobre a matéria e a antimatéria.
Para saber mais sobre a assimetria do próton clique
aqui: Nature

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